CO-PROCESSAMENTO
 
A recuperação e a reciclagem de resíduos ou de seus constituintes que apresentam algum valor econômico, são formas bastante atraentes de solução para os problemas de tratamento e disposição final, tanto do ponto de vista empresarial, como dos órgãos de proteção ao meio-ambiente.
 
A disposição dos resíduos industriais não passíveis de reutilização ou de reciclagem constitui-se em um problema legal e ambiental, que vem preocupando cada vez mais as empresas geradoras, em função da pressão exercida pela comunidade e pelos órgãos de controle, no sentido de dispor estes resíduos de forma ambientalmente adequada.
 
Uma das alternativas para a reutilização dos resíduos industriais é baseada na utilização de fornos de clínquer. As altas temperaturas, turbulência e longos tempos de residência nas zonas de combustão dos fornos de clínquer, têm sido usados cada vez mais para queima de resíduos líquidos perigosos inflamáveis, como solventes e combustíveis fora de especificação. Resíduos sólidos petroquímicos e borras de petróleo apresentam sérios problemas quanto a sua disposição final, entretanto o desenvolvimento da tecnologia de queima em fornos de clínquer permite seu uso como combustíveis alternativos/complementares pela indústria de cimenteira. A atual evolução deste processo atualmente permite que a grande maioria dos resíduos gerados pelas industrias possam ser utilizados como combustíveis ou como substitutos de matérias-primas utilizadas na fabricação do cimento.
 
A destruição de resíduos perigosos em fornos de clínquer denomina-se co-processamento, sendo um caso especial de incineração em fornos rotativos. Os fornos de clínquer operam a temperaturas de até 2000ºC, na zona de queima, que corresponde a um terço do comprimento total do forno. Essas temperaturas facilitam a destruição dos resíduos orgânicos, acelerando a oxidação.
 
Devido a longa extensão dos fornos, o tempo de residência para os gases em um forno de clínquer é superior a 2 segundos, o que assegura a completa destruição do resíduo.
 
Para as indústrias cimenteiras, estes resíduos, principalmente aqueles com significativo poder calorífico, vêm suplementar a grande quantidade de combustível requerida para as reações químicas que se processam nos fornos, contribuindo para um aproveitamento mais econômico dos recursos energéticos, além de dar uma destinação adequada aos resíduos industriais.
 
A utilização de resíduos como combustíveis na produção de cimento não é novidade. Nos EUA, desde 1969, diversas indústrias cimenteiras utilizam resíduos como insumos alternativos, obtendo uma economia equivalente a um milhão de toneladas de carvão anuais.
A Biotrat desenvolveu uma parceria com a Votorantim Cimentos justamente para preparo e adequação de resíduos gerados pelas indústrias de sua área de atuação, que inclue os Estados de PR, SC, RS e SP., de modo a que estes possam ser destinados mediante a tecnologia de co-processamento.
 
Resíduos não co-processáveis conforme Resolução CONAMA 264/99 de 26/07/99:
 
±     Hospitalares
±     Domésticos
±     Radioativos
±     Substâncias organocloradas
±     Agrotóxicos
±     Substâncias explosivas